Paulo Bornhausen: governo erra ao fazer marketing com calamidades
Levantamento apresentado nesta quarta-feira (13) pelo vice-líder do Democratas na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), desmascara o discurso do presidente Lula de que já liberou mais de R$ 300 milhões, por meio de media provisória (MP 461/09), para serem destinados aos milhares de brasileiros atingidos pelas enchentes na Região Norte e Nordeste.
Baseado em dados coletados do Siafi, Bornhausen mostrou, durante entrevista coletiva, que do total previsto na MP, editada no dia 15 de abril, até o momento apenas R$ 29 milhões foram empenhados (promessa de pagamento). Ou seja, após mais de um mês da edição da medida provisória, menos de 10% dos recursos foram repassados para atender aos milhares de desabrigados atingidos pelas chuvas.
"O governo federal erra ao fazer marketing com as calamidades. O ministro Geddel Vieira [Integração Nacional] tem que parar de dizer que está fazendo a sua parte porque não está fazendo. O governo federal é omisso nas questões de calamidade. É burocrático na questão da liberação", afirmou o parlamentar para em seguida lembrar que o mesmo discurso foi realizado por Lula quando o Estado de Santa Catarina foi atingido pelas enchentes no ano passado.
"O presidente da Republica fez o mesmo marketing prometendo um valor bilionário que até hoje não se concretizou após quase seis meses da catástrofe. Blumenau, por exemplo, tem mais de três mil desabrigados e a demora dos repasses dos recursos e a burocracia do governo federal leva ao desespero os governantes, principalmente os prefeitos e os governadores. Isso vem se repetindo agora na região Nordeste e Norte", ressaltou.
Soluções
Durante a entrevista, Paulo Bornhausen também apresentou algumas sugestões para que ocorra uma maior agilidade no atendimento dos atingidos pelas enchentes.
"O primeiro passo é tirar a obrigatoriedade do Avadan [Avaliação de Danos] que hoje é um impeditivo para a liberação de recursos. O governo federal diz que reduziu de 22 documentos necessários para quatro, mas os outros 18, ele empurrou para as defesa civil dos estados e dos municípios. E isso é uma crueldade muito grande porque faz com que as pessoas lá na ponta batam na porta do prefeito e cobrem a palavra do presidente Lula de que está liberando naquele momento o dinheiro por medida provisória, mas esse dinheiro não chega devido a burocracia do próprio governo federal", concluiu.




