Petrobras não pode ser instrumento político, afirma Agripino

O Democratas não vai apoiar qualquer investigação que prejudique a Petrobras como empresa, assegurou o líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN), durante a instalação da CPI, na terça-feira (14). “Na CPI, os democratas terão o cuidado de não estimular suspeitas que possam perturbar a empresa como empresa, mas a Petrobras não pode ser um instrumento político do governo”, assegurou.
      
      Recém-eleitos os dirigentes da CPI, a presidência será ocupada pelo senador João Pedro (PT-AM), e a vice pelo senador Marcelo Crivela (PR-RJ). A relatoria está com o senador Romero Jucá (PMDB- RR). Agripino lembrou que a própria empresa e a população serão os maiores beneficiados com a comissão parlamentar de inquérito.
      
      “Essa CPI é inédita porque nunca se investigou a Petrobras nessas condições. Ela tem uma história, na República brasileira, mas nunca foi objeto de investigação porque nunca houve razão para tal”. Por manobras da base governista, a comissão parlamentar para investigar a Petrobras foi adiada por três vezes. “Era temor pelo teor das investigações?”, questionou Agripino.
      
      A comissão parlamentar vai investigar, entre outros pontos, fraudes nas licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo; irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontados pelo Tribunal de Contas da União; denúncias de desvios de dinheiro dos royalties do petróleo, apontados pela operação “Royalties”, da Polícia Federal.

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