No Congresso, Democratas defendem blogueira Yoani Sánchez

O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), afirmou nesta quarta-feira (20) que os ataques desferidos a blogueira cubana Yoani Sánchez preocupam o parlamento brasileiro. Em um plenário da Câmara Federal diante da jornalista e de parlamentares, ele lembrou o tratamento diferenciado concedido pelo governo brasileiro ao italiano condenando Cesare Batistti em contrapartida aos ataques sofridos por Yoani Sánchez. Caiado recebeu ontem a jornalista na entrada da Câmara.

"Esse é um momento de profunda reflexão. Essa jovem corajosa vem ao Brasil e grupos que não têm como ataca-lá moralmente e eticamente tentam destruir sua imagem como se ela fosse uma mercenária. Vejam o desespero pela total falta de argumento", enfatiza o líder do Democratas que também relatou novamente o episódio dos boxeadores cubanos que, durante o pan-americano no Rio de Janeiro, pediram asilo e foram embarcados de volta a Cuba.

Para Caiado, o Congresso Nacional viveu hoje um momento especial com a visita da blogueira cubana e pediu desculpas em nome do povo brasileiro em decorrência das agressões as quais foi vítima. "Conheço o povo nordestino que é trabalhador e ordeiro e o que aconteceu não representa o sentimento do Nordeste", disse. O deputado exaltou o trabalho que a cubana conseguiu desenvolver em pouco tempo e arriscou dizer que ela pode até futuramente assumir o comando de Cuba.

Já para o vice-líder do Democratas Mendonça Filho (PE), o Brasil deve resguardar o direito de livre circulação da cubana que foram cerceados em duas ocasiões. "O constrangimento não termina porque segmentos radicais tentar criar situações truculentas para uma jovem que veio propor e propagar a paz e defender a liberdade", afirmou o deputado que ontem apresentou um requerimento no plenário da Câmara pedindo ao ministro da Justiça a garantia da segurança de Yoani Sánchez enquanto estiver no Brasil.

A blogueira fez um breve relato de seu trabalho, a partir de seu blog Geração Y, para contar o cotidiano do cidadão cubano que vive sem liberdade de expressão e direitos individuais. "Sou uma pequena cidadã com grande responsabilidade de relatar a Cuba real, a Cuba silenciada onde um blog, para contar questões do dia-a-dia dos cubanos, se converte em um problema político", contou Yoani Sánchez.

"Não pensei que minha vida iria mudar tanto após esse blog com vigilância policial e satanização pública. Vivemos numa grande censura com monopólio da informação. Cuba não é um partido, não é um homem. É plural, diversa", acrescentou a jornalista. Ainda em seu depoimento hoje na Câmara disse que a média salarial do trabalhador cubano é de US$20 e, para a família sobreviver, é necessário se utilizar de meios ilegais, como a prostituição.

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